Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Procura-se o que já se tem...

 

 

 

A felicidade encontra-se
dependurada…
 Num momento, numa palavra, numa acção…
Nunca numa vida inteira,
á procura do que já sentimos e deixamos partir,  sem dar a devida importância….

 

 

 

Alzira Macedo

 

 

 

 


publicado por Alzira Macedo às 10:41
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Domingo, 9 de Maio de 2010

Para Pensar...

 

 

 

 

O Oleiro e o poeta….

 

Há muito tempo, na cidade de Zahlé, ocorreu uma rixa entre um jovem poeta, de nome Fauzi, e um oleiro, chamado Nagib.
 
Para evitar que o tumulto se agravasse, eles foram levados à presença do juiz do lugarejo.
 
O juiz, homem íntegro e bondoso, interrogou primeiramente o oleiro, que parecia muito exaltado.
 
"Disseram-me que você foi agredido? Isso é verdade?"
 
"Sim, senhor juiz." - Confirmou o oleiro - "fui agredido em minha própria casa por este poeta. Eu estava, como de costume, trabalhando em minha oficina, quando ouvi um ruído e a seguir um baque.
 
Quando fui à janela pude constatar que o poeta Fauzi havia atirado com violência uma pedra, que partiu um dos vasos que estava a secar perto da porta.
 
Exijo uma indemnização!" - gritava o oleiro.
 
O juiz voltou-se para o poeta e perguntou-lhe serenamente: "Como justifica o seu estranho proceder?"
 
"Senhor juiz, o caso é simples." - Disse o poeta.
 
"Há três dias eu passava pela frente da casa do oleiro Nagib, quando percebi que ele declamava um dos meus poemas. Notei com tristeza que os versos estavam errados. Meus poemas eram mutilados pelo oleiro.
 
Aproximei-me dele e ensinei-lhe a declamá-los da forma certa, o que ele fez sem grande dificuldade.
 
No dia seguinte, passei pelo mesmo lugar e ouvi novamente o oleiro a repetir os mesmos versos de forma errada.
 
Cheio de paciência tornei a ensinar-lhe a maneira correcta e pedi-lhe que não tornasse a deturpá-los.
 
Hoje, finalmente, eu regressava do trabalho quando, ao passar diante da casa do oleiro, percebi que ele declamava minha poesia estropiando as rimas e mutilando vergonhosamente os versos.
 
Não me contive.
 
Apanhei uma pedra e parti com ela, um de seus vasos.
 
Como vê, meu comportamento nada mais é do que uma represália pela conduta do oleiro."
 
Ao ouvir as alegações do poeta, o juiz dirigiu-se ao oleiro e declarou: "que esse caso, Nagib, sirva de lição para o futuro. Procure respeitar as obras alheias a fim de que os outros artistas respeitem as suas.
 
Se você equivocadamente julgava-se no direito de quebrar o verso do poeta, achou-se também o poeta egoisticamente no direito de quebrar o seu vaso."
 
E a sentença foi a seguinte: "determino que o oleiro Nagib fabrique um novo vaso de linhas perfeitas e cores harmoniosas, no qual o poeta Fauzi escreverá um de seus lindos versos. Esse vaso será vendido em leilão e a importância obtida pela venda deverá ser dividida em partes iguais entre ambos."
 
A notícia sobre a forma inesperada como o sábio juiz resolveu a disputa espalhou-se rapidamente.
 
Foram vendidos muitos vasos feitos por Nagib adornados com os versos do poeta. Em pouco tempo Nagib e Fauzi prosperaram muito. Tornaram-se amigos e cada qual passou a respeitar e a admirar o trabalho do outro.
 
O oleiro mostrava-se arrebatado ao ouvir os versos do poeta, enquanto o poeta encantava-se com os vasos admiráveis do oleiro.

 
Cada ser tem uma função específica a desenvolver perante a sociedade. Por isso, há grande diversidade de aptidões e de talentos.
 
Respeitar o trabalho e a capacidade de cada um possibilita-nos aprender sobre o que não conhecemos e aprimorar nossas próprias actividades.
 
Respeito e colaboração são ferramentas valiosas para o desenvolvimento individual e colectivo.

 

 

 

(Autor desconhecido)
Gostei e publiquei...

 

sinto-me:
música: Quem sabe...

publicado por Alzira Macedo às 21:56
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Natal do passado...

 

 

 

 

NATAL!!!

 

Palavra, pequena para dia tão especial.
Dia de nascimento de Jesus em Belém!
Que se criou e se fez homem para nosso bem.
O meu desejo para esse dia!
Que possamos meditar…
se vale a pena o mundo se massacrar
Deixar por nós o coração falar,
Esquecer o ódio para se aperceber
De todo o bem que ainda podemos fazer.
Todos nós tentamos, natal da melhor maneira passar!
Nos esquecendo por vezes, dos que na rua iram ficar.
Dia em que o nascimento,
do menino Jesus, devemos celebrar…
E há quem, só pense as prendas desembrulhar.
Não devemos fechar os olhos ao mundo,
Mas sim…
passar natal, em família e com sentimento profundo.
Ainda me lembro.
Quando era-mos crianças!
Corria-mos nos montes à procura de pinhas mansas.
Os tempos eram bem difíceis,
os pais pouco tinham para nos dar!
Mas nossos sorrisos e olhos brilhantes,
Faziam para que a alegria fosse contagiante.
Consigo me recordar,
o lume a arder panelas pretas a ferver!
O cheiro da resina, das nossas pinhas a assar.
Eu adorava o natal na nossa casa festejar.
O cheiro do pinheiro, da canela das rabanadas, da aletria…
O natal é para se viver com alegria.
Seja pobre, ou rico, doente ou preso de liberdade!
Passem um santo e feliz natal.
E tenham um pensar para o bem da humanidade.

 

 

 

 

Alzira Macedo, in "Longe da vista, nunca do coração"
Junho 2005

 

 

 

sinto-me: naquele tempo.
música: Noite magica

publicado por Alzira Macedo às 18:16
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Para sentir...

 

 

Florescer no sentir…

Senti que em cada amanhecer,
foi um florescer
foi uma baforada
de ar puro em meu ser
uma sensação desconhecida
até então reprimida
foi nesse nascer
que notei a beleza
de cada amanhecer
Meus pensamentos sempre ausentes
minha concentração perdida
nos belos momentos
vividos, partilhados,
emocionantes  e desejados
cada paisagem tinha seu encanto
a voz do mar que me reclamou
todo o momento que por mim passou
Sem nada dizer aceitei
nada tinha que retorcer
pois esse era meu ser
Meu desejo adormecido
mas nunca escondido
palavras não ditas
Mas sentidas
Planear
não está em meu pensar
A vida, o acontecimento
não se planeia
vive-se e devaneia
Paginas de um livro
chamado vida
em branco escrito
não fariam sentido
no pensamento somos livres
de tudo dizer de tudo aprender
talvez não viver
porque a hipocrisia existe
 o sentido de culpa permanece
com ele acordas e adormeces
O que existe entre tempo
chama-se encandeamento
sem hora sem fim
sem corpo sem alma
Com saudosismo
entrego-me ao desejo
de cada pormenor,
de cada palavra,
de cada momento,
cada segundo
que me fugiu no tempo

 

 

 

Alzira Macedo

 

sinto-me: A sentir
música: A gaivota...

publicado por Alzira Macedo às 23:57
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