Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Agradecimento de Theka + Conto de Josias ( A pedra)

 

Bom dia.

 

Hoje sinto-me mais a vontade para agradecer a todos pelo carinho e apoio... pelas palavras amigas vindas de todas as formas e de todos os lugares deste mundo: e-mail, torpedo, mensagens no Orkut, telefone e pessoalmente.

 

Perder alguém que amamos não é nada fácil... é difícil dizer adeus... mas fica em meu coração a paz e serenidade, companheiras maravilhosas, que fornecem a força exacta que preciso para aceitar a única certeza da vida: a morte.

 

O meu avô era um poeta, e descobriu isso aos 70 anos. Muito aprendi de força, perseverança e vontade de viver com todo o contexto de sua vida. Ele foi um leão, um touro e sem sombra de dúvidas viveu até a última gota de vida na esperança de lutar e mais uma vez vencer. Foram muitas as batalhas vencidas, foram muitas as vezes que choramos de tristeza e depois de alegria e surpresa por ele se recuperar tão bem... 1... 2.... 3 vezes... foram muitos os milagres de Jesus que testemunhamos... foram muitos acontecimentos... até que no dia 23 de Janeiro de 2009, aos 77 anos, Josias Macedo Neto, o meu avô a quem eu chamava de pai, descansou de toda a sua jornada. Tive 2 pais, e agora os dois estão a descansar na paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

 

O meu muito obrigada a todos.

 

Theka.



 

A PEDRA

 A alma fortalece o corpo. A alma é o espírito encarnado que se une à matéria através de um sutil fio de ouro e prata que se chama perispírito. Quando adormecemos, este fio se estica se estica e a nossa alma se levanta e viaja para mundos diferentes, formando sonhos, nem sempre lembrados. Quando este fio se rompe, acontece à morte do corpo físico, a desencarnação. A alma volta a ser um espírito livre, mas que leva consigo lembranças das vidas passadas, da última e das anteriores, que deverão ser analisadas por um tribunal de anjos que aplicam as leis de Deus, que são justas. A última existência terrena é sempre uma outra oportunidade que o Pai Celestial, que é misericordioso, concede para que possamos resgatar dívidas antigas, até sermos dignos de uma vida eterna onde só reinarão a paz e a felicidade e poderemos, então, fazer parte da legião de anjos protetores e instrutores dos espíritos ainda em ascensão. Por isto, as reencarnações são muitas, desde que renascemos, geralmente numa situação que escolhemos, para que possamos resgatar os nossos pecados. Não nos lembramos desde acordo e desta nossa missão e estamos sujeito a influências materiais e espirituais do meio em que formos criados. Quando alcançamos o discernimento, ganhamos o livre arbítrio para agirmos bem ou mal nesta nova vida, iniciando assim a nossa missão. Muitas vezes, são fortes as tendências de vidas anteriores, como prova, por exemplo, uma criança de poucos anos, cinco ou seis, tocar divinamente um piano. A escolha do retorno do espírito, por outro lado, pode ser incompreensiva para quem não conhece as nuances da espiritualidade, a ponto de blasfemar acusando Deus de cruel. Temos conhecimento, por exemplo, de uma menina que foi abandonada na porta do centro espírita André Luiz em São Paulo numa caixa de sapatos. Não possuía os braços nem as pernas. Sobreviveu. É muito alegre, recebendo o carinho de todos. Certamente, em vidas passadas praticou atrocidades semelhantes. Outros nascem sem os braços e com os dedos dos pés escrevem, pintam quadros, fazem trabalhos artesanais, tocam instrumentos musicais e geralmente são pessoas felizes. Outros nascem cegos e nem por isto deixam de viver transmitindo felicidade. Todas estas pessoas com deficiências físicas merecem o nosso apoio, a nossa atenção e todas as oportunidades de poderem ser úteis e conviverem com dignidade. Os que nascem perfeitos têm a oportunidade de levar a solidariedade aos que possuem deficiências e mais do que pedirem agradecerem. Por isto tudo, lembra-me um conto que escrevi com os meus 12 anos, quando aluno do internato do Liceu Salesiano de Salvador, ao dialogar com um andarilho que entrou na Igreja e pernoitou escondido no altar de São Luiz de Gonzaga. Estava com vestes sujas, uma sandália amarrotada pelo tempo, barba grande, porém tinha olhos profundos e brilhantes e uma alegria nos seus lábios. Ao seu lado, um saco. Disse-lhe que ficasse calmo, pois ninguém lhe faria mal.Falaria com o padre diretor para lhe dar um bom café com pão, fazer-lhe tomar banho, mudar as vestes e ajudar-lhe no que for possível, para que ele seguisse o seu caminho.O saco estava pesado, constatei. Curioso, perguntei-lhe o que estava lá dentro. Respondeu-me que eram pedras. "São minhas faltas graves de existências passadas. Era rico e não soube ajudar ninguém. Voltei para me redimir. Cada ação boa que fizer, uma pedra sairá deste saco. Cada coisa ruim, mais outra entrará. Assim, ando pelo mundo, sem destino, vivendo de esmolas. Porém Deus me deu a palavra e através dela, como faço agora com você, falo do amor, da caridade, da tolerância, do perdão e procuro transformar para melhor às pessoas que cruzam na minha estrada. Assim, no dia em que for chamado de volta para a espiritualidade, espero estar bem leve o meu saco de pedras e ser digno de ser recebido na Casa do Senhor e de fazer parte da legião de anjos iluminados, como aconteceu com Jesus, que veio a terra para ensinar que só o amor salva a alma Morreu na Cruz e ressuscitou no terceiro dia, para mostrar que o espírito é eterno". Ao acordar, escrevi nervosamente tudo que sonhei e ao chegar à igreja para a missa que sempre antecedia, nos dias da semana, as aulas, fui até o altar de São Luiz de Gonzaga e para o meu espanto, lá estava uma pedra, pequena é verdade, porém tão valiosa para mim, que, até hoje, guardo como um tesouro celestial.

 

 

 

 

 

Alzira Macedo

 

sinto-me: Serena
música: Cuida de mim

publicado por Alzira Macedo às 08:28
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9 comentários:
De Chicailheu a 28 de Janeiro de 2009 às 15:50
Querida Alzira
Os meus sentidos Pêsames pelo falecimento do seu avô e pai. Sei o que custa, pois o meu avô paterno, também fez a vez do meu pai; fui criada com ele.
Tal como o seu avô, o meu foi um autodidacta. LIA MUITO E ESCREVIA MÁXIMAS E PENSAMENTOS. sABIA de tudo um pouco..e foi um político, contra o regime Salazarista. Foi preso pela Pide, mas era um bom homem!
Gostei muito do texto que escreveu e comungo consigo das mesmas ideias. O que morre é a carne o espírito é eterno!
DEUS vai ajudá-la a superar a dor e a continuar a sentir a sua presença como se estivesse ainda junto de si.
Muitos beijinhos e força.
Da amiga
Chicailheu


De Alzira Macedo a 29 de Janeiro de 2009 às 08:38
Bom dia amiga chicailheu...
Obrigado pelo teu poste, mas aconteceu um lapso...
Não foi meu avô que faleceu...
Mas sim o da minha amiga Theka...
Um beijo para ti querida...


De Fisga a 29 de Janeiro de 2009 às 15:57
Olá Amiga Alzira. Antes do mais. Dou-te um beijo e os meus sentidos pesamos, pela perde do teu querido avô imagino facilmente o que estás a passar, com a perda do teu ente querido, porque já vivi essa dor tão terrível, Primeiro pelos avós e mais tarde pelos pais, e sei quanto essa dor é terrível, agora tens que ter paciência e calma para passares este terrível momento que é sempre tão dolorido. Mais um belo conto que adicionei os meus favoritos, como adicionarei outros que venhas a publicar do Sr. Josias. Um grande beijinho Eduardo.



De Alzira Macedo a 29 de Janeiro de 2009 às 23:54
Olá amigo Fisga (Eduardo)...
Obrigado pelo teu carinhos comentario...
Não me expliquei bem talvez nos meus postes anteriores..
Quem faleceu foi o avô de minha amiga Theka...
O Josias tem sim o mesmo nome do que o meu, mas nem sei se é parente meu ou nao...
Josias Macedo Neto è avô de minha amiga Theka e vivem no Brasil...
Muito obrigado pelo carinho dispensado, nao é meu avô, mas sinto-o como tal.. um beijo com muito carinho


De Fisga a 31 de Janeiro de 2009 às 16:49
Olá amiga Alzira. Não tens que pedir desculpas, basta que o assunto tenha ficado esclarecido. Para eu não meter mais água, porque se calhar eu também não li com a devida atenção. Um grande abraço Eduardo.


De estrelaquebrilha a 30 de Janeiro de 2009 às 13:45
Sinto muito pela morte do avô da sua amiga.
tens um prémio no meu blog,
bj e bom fim-de-semana.


De umbreveolhar a 31 de Janeiro de 2009 às 16:03
Olá Alzira Macedo,
Os meus sentimentos pelo falecimento do Avô da tua Amiga, pelo que apresento a ambas a minha solidariedade neste momento de infortúnio.
Fiquei por esse motivo indeciso se te havia ou não de fazer uma proposta de um desafio. Ponderei e vou no entanto propô-lo, pois será uma forma de te distraíres um pouco como evidentemente necessitas.

Tenho o prazer de te informar que tens no meu blog um DESAFIO, o qual gostaria que publicasses e respondesses. Por isso te nomeei.
Um bom fim de semana,
Carlos Alberto Borges


De M.Luísa Adães a 2 de Fevereiro de 2009 às 19:35
Alzira

Muito bem escrito; voltamos para nos aperfeiçoarmos, para remir faltas passadas e
quantas vezes esquecemos e cometemos os mesmos erros!
E partimos ,sem cumprir a "missão" prometida ao
"Senhor de todas as coisas"... Trazemos liberdade
e aplicamos mal a chamada "Liberdade".

Gostei do tema!

Beijos,

Mª. Luísa


De Theka a 16 de Fevereiro de 2009 às 11:51
Obrigada de coração a todos, e em especial, minha amiga Alzira.
Deus abençõe a todos vcs.
Beijos,
Theka.


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